quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Surgimento de um fenômeno surreal numa pequena cidade que as autoridades mundiais tentam desvendar

Existe lugares que coleciona curiosidade, Tapagipê é uma delas, lá acontece de tudo, reza a lenda que em Tapagipê existe um grande número de jornalista de prontidão, o número é tão grande que chega a ser 70% de todos jornalistas do mundo. Mas não é para menos, pois essa cidade é conhecida como a produtora das melhoras histórias surreais do mundo.

Em Tapagipê, os pensamentos não se devem correr soltos, pois qualquer pensamento por mais ridículo que seja corre um grande risco de semanifestar. O fenômeno de Tapagipê é tema de pesquisa dos melhores cientistas da NASA, as grandes autoridades mundiais têm interesse de receber um relatório que explique o fenômeno.

Alguns cientistas dizem que em Tapagipê ocorre um fenômeno no qual se difere das demais cidades, eles chamam esse fenômeno de mardefé. Eles explicam que mardefé é um fenômeno que envolve todos moradores de uma localidade.  Esses cientistas afirmam que o único registro de um fato semelhante a esse, foi encontrado num texto escrito por um faraó desconhecido por volta de 3 mil anos (a.C).

Longe de se chegar a uma conclusão com base científica do que sejam realmente mardefé, os moradores de Tapagipê acreditam de forma unânime que as manifestações surreais acontecem por um elo espiritual que transmite uma corrente energética capaz de tornar seus pensamentos em algo real, mas o fato só ocorre quando as forças se concentram num mesmo objetivo.

A fim de que continue havendo o sobrenatural, os moradores de Tapagipê procuram se integrar dos assuntos que estão em evidência, eles acreditam que todos são responsáveis pelas manifestações e, portanto, não podem estar desinformados.

Mesmo ainda não havendo um modelo definido no qual se possa basear (uma espécie de manual), algumas comunidades já se espelham em Tapagipê, até algumas empresas criaram um protótipo que consiste em incluir em sua rotina um espaço para se unirem e definirem suas metas, terminando sempre com um caloroso grito de guerra “um por todos e todos por um”. Os que vêm praticando o conhecimento popular de Tapagipê alegam estar obtendo um bom resultado.

Daí me vem a pergunta, será que mardefé pode acontecer entre eu e você? Pensei em compartilhar meu desejo, resolvi distribuir essa história com mais pessoas na intenção de que venhamos a acreditar na força do povo, pois estamos vivendo numa sociedade em que as pessoas se prendem ao seu pequeno mundo. Sendo assim, acreditam que o problema do outro não é seu problema.

Mardefé é um fenômeno natural que existe dentro de nós, que pode ser grande ou pequeno, mas se for do tamanho de um grão de mostarda muitos fenômenos sobrenaturais poderão acontecer, a fé remove montanha, também remove corrupção, desemprego, violência, etc, etc, etc. Mas ela sem as obras é morta, daí não adianta reclamar e não agir. Quando nós nos unirmos seremos fortes, caso contrário seremos vítimas de opressões.

A história de Tapagipê é meramente ilustrativa, mas suas lições são verdadeiras. Uma sociedade unida é uma sociedade forte. No contrario... tire suas conclusões.


Eliab Xavier 

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

A violência que assola

Perdemos o espaço público, mas não nos tiraram a obrigação de contribuir   através dos impostos. Quando compramos algo não deixamos de contribuir com o estado, mas ele não nos garante o direito de utiza-lo. Hoje quando compramos um carro temos que fazer um seguro contra roubo,  caso contrario o medo nos sabota a alegria de possuí-lo. 

 Aos poucos estamos nos acostumando com a violência, ficamos felizes quando apenas levam nossos bens e poupam nossas vidas, nos adaptamos a realidade deixando de utilizar o espaço público, evitamos expor nossos utensílios que compramos com o fruto de nosso trabalho por medo de perde-lo. É comum ouvir que “damos mole” e que “a oportunidade faz o ladrão”, essas frases se repetem constantemente a ponto de se tornar uma verdade, sendo assim, nós nos tornamos os “errados” pois o "ladrão apenas responde a seu instinto".

Precisamos atentar para o que estar ocorrendo, pois aos poucos estamos modificando a forma de lidar como ser social, estamos evitando o contato com outras pessoas, estamos gradativamente aceitando perder espaço, não apenas por um fator externo mas também interno. O medo nos paralisa e consequentemente nos limita, o sentimento de insegurança gera impotência frente a violência.

Não imagino que ignorar o fato nos favorecerá, ao contrário, precisamos enfrentar a realidade e exigir nossos direitos de ir e de vir, daí abre-se o espaço para se perguntar, mas como? O interessante é que cada um busque sua própria resposta afim de levantar as prováveis soluções sabendo que na sociedade no qual estamos inseridos somos agentes ativos. Mas o que vemos é o contrário, a expressividade do povo é cada vez menos, enquanto isso resta apenas a esperança e quando resta.

Eliab Xavier

sábado, 17 de junho de 2017

"Faz de conta"

Sou do mundo de "faz de conta".
Já que sou de lá,
"Faço de conta" que não sou.

As pessoas deste mundo,
Não me compreendem.
Mas não os julgo por não me compreenderem,
Pois em tudo "faço de conta".

Eu poderia enumerar as coisas em que "faço de conta",
Mas não o farei,
Pois se assim o fizer
Vou terminar "fazendo de conta".

Prefiro viver no meu mundo de "faz de conta",
Lá tudo é possível!
Se as coisas estão ruins,
A gente "faz de conta" que não está.

Nunca vi alguém reclamar do meu mundo,
E se por acaso alguém reclamar,
"Faço de conta" que não reclamou.

É bom viver "fazendo de conta"!
Quando "fazemos de conta" com alguém
Elas "fazem de conta" com a gente também.

Já que sou de "faz de conta".
"Faço de conta" de tudo,
Até das minhas poesias.

Minha poesia que "faço de conta",
É Alegre,
Traz felicidade para quem lê,
E quando leem,
Aprendem a "Fazer de conta" também.

Eliab Xavier







terça-feira, 9 de maio de 2017

O ponto

Ando livre
Não olho para traz
Minha direita e minha esquerda tanto fazem
Olho para frente
Meu ponto está alem de mim
Mesmo não chegando
Eu continuo tentado
Acredito que isso me faz viver em movimento
Não posso parar
Minha vida é viva
Não morre
Não morro
Não morrerei
Assim vou levando
Cada dia mais próximo
Mais perto
Mais curto
Antes de chegar ao ponto
Eu penso
Eu sinto
Mesmo não chegando
Eu acredito
Eu posso
Eu vou
Assim é a vida
Sempre um ponto
Longe ou perto
Possível ou impossível
Isso não me importa
Pois tem mais valia
O ponto que tenho
Que sonho
Que chego
Que não chego
O ponto existe
Não existe
Mas sempre está lá
O ponto à frente
E se não existi
Para onde eu vou?
Por que me movimentarei?
Por que lutarei?
Nunca deixo me faltar o ponto
A bússola
O norte
O sonho

Eliab Xavier

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Lúcido e transtornado

Não estou mais só
Estou com o transtorno
Já fui melhor
Mais leve
Menos assombrado
Eu e o transtorno
Ficamos transtornados
Que é o contrário de lucidado
Mas o que adianta
Está lúcido porém mal acompanhado?
Por isso os lúcidos
Que são os lucidados
Vezes por outra
Ficam transtornados.



Eliab Xavier

Frustração na hora de poupar

Alcançar uma meta nem sempre é possível sem planejamento e disciplina e, quando é, nem sempre é fácil. Meta é estabelecer algo a ser alcançado, devendo a mesma ser definida, clara e atingível.

É utópico imaginar que tudo é possível - é frustrante ouvir essa realidade! Não quero que sejamos pessimistas, ao contrário desejo que sejamos realistas a fim de se evitar frustração desnecessária.

Frustração é não ter o que se esperava, essa decepção gera sentimentos negativos – os quais precisam ser elaborados para que não causem danos maiores, como por exemplo: baixa autoestima, pensamentos negativos constante, etc.. É bom lembrar que a frustração faz parte da vida humana e, saber superá-la está diretamente ligado ao controle emocional.

Pais que evitam, a todo custo, dizer não aos seus filhos estarão evitando o seu amadurecimento emocional, e isso poderá custar caro aos próprios jovens em desenvolvimento, que terão um futuro com inúmeras frustrações pela frente.

Como é ruim prometer poupar, parar de fumar, beber, entre outras promessas, e não conseguir realizar. Não devemos evitar fazer esses tipos de promessas, mas precisamos, antes de tudo, assumir compromissos que estejamos dispostos e os quais sejamos capazes de realizar.

Não adianta dizer que vai poupar e continuar com os mesmos hábitos de vida, nem prometer sem antes definir como isso será feito, precisamos ser claros em nossas promessas, além de ter o cuidado de não cobrar de nós o que não estamos dispostos a abrir mão.

Para os que não têm feito um bom uso do seu dinheiro, eu proponho, primeiramente, fazer uma planilha de gastos, posteriormente decidir reduzir conforme sua disposição e condições.

No extremo, existem aqueles que, por medo de se frustrar, evitam assumir certos compromissos. Tais pessoas, em vez de aprender com os erros, passam a viver remoendo seu passado, deixando de usufruir uma vida com qualidade.

Não adianta ignorar a realidade! Dinheiro deve ser utilizado com equilíbrio, caso contrário, pagaremos caro pelo seu mau uso.

Para ganhar mais dinheiro, aceitamos trabalhar mais, além de aceitar trabalhar naquilo que não gostamos. E, como já sabemos: excesso e má qualidade de trabalho poderão causar adoecimento tanto físico quanto psíquico. 

Mais importante do que ganhar rios de dinheiro, é fazer um bom uso do que já tem.

Eliab Xavier

Apenas um oi

Oi
Disse o menino
Assustada disse a mulher
Ele quer me roubar

Oi
Disse o menino
Com medo disse o homem
Foi ele

Oi
Disse o menino
Gentilmente disse o soldado
Você está preso

Oi
Disse outro menino...

Eliab Xavier

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